terça-feira, 5 de novembro de 2013

VESTIBULAR!!


Eu acredito ser um dos momentos mais difíceis para qualquer um que queira entrar em uma faculdade.E uma expectativa tão grande,onde você coloca tudo em jogo, seu futuro,sua competência, sua resistência, ufaaaaa haja preparo.
Vou postar umas dicas para que possam ajudar você a passar por este momento.
Aproveite.


Você é desses que estuda sempre com uma caneta em mãos para grifar tudo o que vê pela frente, ou adora fazer resumos para fixar o conteúdo da matéria? Mesmo assim, não acha que está rendendo nas provas o quanto gostaria? 
Pois é, talvez você esteja estudando errado.

De acordo com pesquisas, hábitos como grifar textos ou fazer resumos, por exemplo, têm pouca eficácia na hora dos estudos. 
De acordo com a análise, as técnicas mais úteis são a realização de testes práticos, como os Simulados, e a Distribuição organizada dos estudos, ou seja, não deixar tudo para a véspera das provas.


A pesquisa analisou, no total, a utilidade de "Dez métodos de Estudo" e dividiu cada um deles em três categorias, de acordo com a sua eficiência: 
-utilidade baixa
- moderada 
- alta. 
O trabalho foi publicado pela Association for Psychological Science, uma organização norte-americana não lucrativa.

Os especialistas tiveram a preocupação de escolher técnicas que pudessem ser implantadas sem nenhum tipo de assistência adicional, ou seja, sem a necessidade de equipamentos de última geração ou sem a ajuda de um professor particular, por exemplo.
 "Pode requerer algum treinamento para aprender a usar as técnicas com fidelidade, mas, a princípio, os estudantes estão aptos a usar as propostas sem supervisão", explicam os pesquisadores.


Veja abaixo como você pode usar cada método para aperfeiçoar seus estudos!

Utilidade
Técnica
Alta
Testes práticos

O que é: Responder a questões sobre um assunto, como, por exemplo, fazer um simulado para testar seus conhecimentos sobre as matérias estudadas.

Os pesquisadores apontam que as qualidades dessa técnica estão justamente na variedade de formatos que ela pode tomar: questões de múltipla escolha, testes do tipo "preencha a lacuna", questões dissertativas, entre outras. Duas variáveis aumentam a eficiência da técnica. A primeira: quanto mais testes, melhor. A segunda diz respeito a repetir o teste aplicado quando você não acerta a questão. Ver a mesma pergunta, mas depois de um tempo e não logo depois de tê-la visto pela primeira vez (isso ajuda na fixação do conteúdo).
Alta
Prática distribuída de estudos

O que é: Programar um cronograma de estudos distribuídos ao longo do tempo.

Muitos estudantes acham que estudar tudo de uma vez, durante horas seguidas, pode ser eficiente, mas pesquisas indicam que, a longo prazo, deixar tudo pra última hora não funciona. Os especialistas identificam o padrão de "procrastinação" na maioria dos estudantes, por isso, apesar da prática distribuída dos estudos ser muito eficiente, ela quase nunca é usada por conta desse comportamento natural dos alunos, de só estudar quando as provas estão chegando.
Média
Elaboração de perguntas

O que é:
Criar perguntas que expliquem os "porquês" de um fato: "por que isso é verdade?", "por que isso faz sentido?".

No momento que você elabora essas questões enquanto estuda, você adiciona novas informações a conhecimentos que você já possuía. Desse modo, essa técnica se mostra mais eficiente entre os estudantes mais velhos, principalmente do ensino superior e do Ensino Médio. Para elaborar perguntas relevantes, é preciso estar minimamente familiarizado com o assunto, por isso esse método não é muito útil para estudantes das primeiras séries do Ensino Fundamental, por exemplo. Quando você já conhece o tema, você consegue criar questões mais aprofundadas, que geram explicações mais complexas sobre a veracidade do fato.
Média
Explicar o conteúdo para si mesmo

O que é: É como pensar em voz alta. Trata-se de explicar como as novas informações se relacionam a conteúdos já aprendidos ou explicar o passo a passo da lição.

A técnica só dá certo se você entender o assunto e conseguir decodificar o que está aprendendo. Isso significa que não adianta apenas falar em voz alta o texto fazendo uma paráfrase, ou seja, trocando algumas palavras.
Média
Estudo intercalado de diferentes conteúdos

O que é: Misturar diferentes matérias em uma mesma sessão de estudos.

Geralmente, o aluno estuda um conteúdo até terminar todos os itens que fazem parte do assunto. Uma das justificativas para a eficiência do método é que o estudante, ao retomar um tema visto anteriormente, acessa a memória de longo prazo e força o cérebro a lembrar de algo que não foi visto nos últimos minutos, ajudando a fixar o conteúdo.
Baixa
Resumo

O que é: Reescrever um texto, colocando apenas o essencial e o que é mais importante sobre o conteúdo.

O grande problema para a implementação dessa técnica é que nem sempre o estudante consegue saber quais são as ideias principais de um texto. Isso pode acontecer tanto por não ter feito uma boa interpretação durante a leitura, como por não saber extrair o essencial em um resumo e, com isso, acabar apenas reescrevendo o texto todo com outras palavras.
Baixa
Grifar textos

O que é: Marcar porções importantes do texto enquanto está lendo o material (vale tanto sublinhar quanto usar marcadores coloridos).
Os problemas dessa técnica estão relacionados em parte à de resumo: é preciso saber o que é importante grifar. Outra questão é a quantidade de texto sublinhado. Muitos estudantes grifam grandes blocos, de modo que não se consiga distinguir muito bem o que está destacado. Esse "excesso" prejudica a capacidade de lembrar o que foi selecionado.
Baixa
Associação mnemónica

O que é: Usar palavras-chave mnemônicas (para recordar) na aprendizagem de vocabulário em língua estrangeira ou o uso de imagens mentais associadas a um conteúdo verbal específico. Por exemplo, para lembrar a ordem dos planetas, usar frases como "Minha Vó Tem Muitas Jóias; Só Usa No Pescoço".

Essa prática, no entanto, apresenta algumas limitações: não são todos os conceitos que podem se transformar em imagens e, segundo estudos, esse método pode não ser muito eficiente para a memorização a longo prazo.
Baixa
Associação de imagens com textos

O que é: Tentar formar imagens mentais ou fazer desenhos enquanto estuda ou escuta o professor na aula.

A técnica pode ajudar a formar uma narrativa, de modo a organizar o assunto de uma maneira mais clara a partir das imagens. A associação de imagens foi classificada como de baixa utilidade porque os pesquisadores não conseguiram identificar com clareza em quais situações o método dá certo.
Baixa
Releitura

O que é:
Depois de uma leitura inicial, reler o texto para relembrar os detalhes.

Estudos analisados revelaram que é melhor dar uma pausa maior entre a leitura e a releitura do que já reler logo após terminar o texto (esperar 2 ou 4 dias para retomar o material). No entanto, apesar da "facilidade" de se executar essa técnica (não requer muita habilidade, você só precisar ler de novo), a técnica é muito ineficaz quando comparada a outras citadas por aqui, segundo os pesquisadores.
 


DICAS PARA SE CONCENTRAR:


Como cada pessoa tem um jeito de funcionar, nem todas elas serão igualmente eficientes para todo mundo. Então é bom fazer uns testes até descobrir quais dão certo para você.


Não se contente em ler: escreva!
Segundo o professor e autor de livros com dicas para estudos Pierluigi Piazzi, é importante estudar escrevendo, e não só lendo. "Quem só lê perde a concentração. Quem escreve consegue entender o assunto e mantê-lo na mente".

Escreva à mão em vez de digitar
Pesquisas já mostraram que os alunos que fazem isso aprendem mais do que quem só digita. "Você tem movimentos totalmente distintos para escrever cada letra a mão, mas isso não existe quando você está digitando. Isso faz com que mais redes neurais sejam ativadas no processo da escrita".

Como saber o que vale colocar no papel
Faça resumos, fichamentos e esquemas da matéria. Mas nada de ficar copiando todo o conteúdo dos livros. Para saber o que vale escrever, faça de conta que você está preparando uma cola para uma prova. Por ter pouco espaço e pouco tempo para consulta-la, é preciso ser conciso, mas ao mesmo tempo abordar os pontos principais. É disso que você precisa quando for estudar.

Revise a matéria que aprendeu em aula no mesmo dia
Além de evitar acumular matérias, estudar o conteúdo visto em sala de aula no mesmo dia fará com que seu cérebro entenda que aquilo é importante e o memorize.

Estude sozinho
Vamos combinar que, por mais legal que seja se reunir com os amigos para estudar, você acaba falando mais de outras coisas e as dúvidas permanecem. A ideia é que só se aprende mesmo no estudo solitário. "Estudar em grupo é útil se você for a pessoa que explica a matéria para os outros. Quem ouve não aproveita".
 A melhor dica para um bom estudo, aliás, e explicar a matéria para si mesmo.

Use as aulas para entender as matérias e tirar dúvidas
Um erro comum,  é fazer dois cursinhos para ter um maior numero de aulas - o que realmente vai fazer diferença no vestibular é o momento em que você estuda sozinho, não o número de aulas que pegou. Mas isso não significa que vale cabular ou dormir nas aulas: elas são importantes para entender a matéria e tirar dúvidas.

Desligue todos os aparelhos eletrônicos.
Na hora de estudar, nada de deixar o celular por perto avisando você de cada notificação no Facebook. E nem caia na tentação de abrir o Facebook só por "dois minutinhos". Esses dois minutinhos sempre se estendem e acabam com toda a sua concentração. Reserve um tempinho do seu dia só para as redes sociais e faça isso virar rotina para que se acostume a checá-la apenas nesse tempo específico.

Estude em um local organizado e tranquilo
O resto da sua casa até pode ser uma bagunça, mas o local onde você costuma estudar precisa estar sempre organizado e silencioso. Ter muitas coisas espalhadas pode atrapalhar a sua concentração e há o risco de perder tempo procurando coisas que sumiram na bagunça.

Música? Só em línguas que você não entenda
Não é proibido estudar ouvindo música - há quem precise dela para se concentrar. Mas evite ouvir músicas em idiomas que você entenda - isso pode fazer com que você desvie sua atenção para a letra e esqueça a matéria.
Use marca-texto
Usar canetas coloridas e marca-texto para enfatizar os pontos principais é uma boa ajuda para manter o foco no que for importante, especialmente se você tem problemas mais sérios de déficit de atenção. Post-its também podem ser úteis.

Respeite seu tempo
Se você é mais produtivo de manhã, deixe para estudar as matérias mais difíceis nesse período. Quando sentir que a concentração não está rolando de jeito nenhum, faça uma pequena parada e depois volte. Manter intervalos regulares é fundamental - e a frequência vai depender do seu ritmo.

Tenha uma programação organizada, mas seja flexível
Use uma agenda ou quadro branco para organizar suas tarefas e respeite-a! Mas faça programações realistas para que você não se desanime. Definir que você vai estudar durante oito horas por dia se você tem várias outras atividades, por exemplo, não é algo razoável. E esteja aberto para mudanças, caso seja necessário.

Crie um pequeno ritual antes de estudar
Sempre que for mergulhar nos estudos, crie e respeite um ritual antes. Pode ser um alongamento, pegar um copo de suco para deixar na sua mesa, ou que mais achar melhor. Com o tempo, seu cérebro vai entender que é hora dos estudos e ficará mais fácil se concentrar.


A preparação para o vestibular deve começar bem antes das provas. Além de dominar os conteúdos das disciplinas exigidas nos exames, o estudante deve treinar a resolução de questões dos principais vestibulares, cuidar da alimentação e buscar formas para controlar a ansiedade.
A primeira providência a tomar, segundo coordenadores de cursinho, é organizar a rotina de estudos. Quem faz ensino médio ou cursinho deve prestar atenção nas aulas e fazer exercícios em casa, revisando o que aprendeu. Dúvidas devem ser tiradas rapidamente com professores e nos plantões de dúvidas das escolas.


O estudante deve fazer ao menos uma redação por semana, segundo os educadores, e participar de simulados.
Os  estudantes devem ler jornais e revistas, principalmente para se preparar para as questões de atualidades do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e para escrever as redações.
Além dos estudos, o jovem deve manter a rotina de exercícios, se fizer academia ou alguma atividade esportiva, e aproveitar as tardes de sábado e os domingos para descansar, sair com amigos e fazer outras atividades de lazer, sem exageros.
Passar noites em claro estudando também não funciona. 
“Se ficar sem dormir, o raciocínio não funciona no dia seguinte”.

Alimentação
Comer bem faz parte da preparação do vestibulando. Isso significa fazer de cinco a seis refeições por dia, o que inclui café da manhã, almoço, jantar e lanches leves intercalados. Manter os salgados, doces e refrigerantes longe da boca ajuda a manter o peso e a sentir-se bem disposto, segundo nutricionistas.
Um cardápio equilibrado tem frutas, verduras e legumes e alimentos que podem fortalecer as funções do cérebro, como peixes e linhaça.

Ansiedade
Além de estudar e se alimentar bem, o estudante precisa controlar a ansiedade. A dica vale ainda para os pais, que acompanham a evolução do filho nos estudos.
A psicóloga Marilda Lipp, diretora do Centro Psicológico de Controle do Stress, afirma que uma das principais formas de aliviar a tensão é fazer exercícios de respiração profunda.
Para respirar profundamente, o estudante deve fechar os olhos e imaginar que o abdome é um bexiga vazia. Depois, ele deve inspirar até encher o abdome. Quando estiver cheio, deve parar e expirar pela boca até esvaziar o abdome.
Segundo a psicóloga, fazer essa respiração uma vez pela manhã, outra à tarde e outra à noite todos os dias ajuda a eliminar o excesso de ansiedade.

""Veja dicas de estudos de Marcela Malheiro Santos, que passou em nove vestibulares para o curso de medicina:""

- Se possível, dedicar o ano aos estudos e dispensar demais compromissos
- Não estudar muitas horas por dia
- Prestar atenção nas aulas e nas dicas dos professores
- Responder questões de vestibulares anteriores, pois muitos modelos são mantidos
- Ler revistas, jornais, livros e sites informativos
- Aos alunos que ainda não estão no terceiro ano, vale a pena prestar vestibular como treineiro
- Revisar a matéria do dia, em casa
- Fazer uma redação por semana
- Buscar formas de relaxar o corpo e a mente pelo menos uma vez por semana
- Evitar comidas pesadas, como fritura, principalmente antes das provas.

"Vamos combinar que ela sabe do que fala.."


Quando a dificuldade de concentração é crônica

Às vezes, a falta de atenção pode ser crônica e estar associada ao Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). "Todo mundo pode ser os sintomas, mas não o TDAH de fato. O que conta é chama é a persistência e o prejuízo que isso traz para as pessoas do ponto de vista educacional (como evasão e não conclusão dos estudos) e sociais (dificuldade de inserção no mercado de trabalho, inadaptação social etc.)", explica Cláudia Machado Siqueira, neuropediatra e coordenadora do Laboratório de Estudos dos Transtornos de Aprendizagem (LETRA) do Hospital das Clínicas da UFMG.

Os sintomas do TDAH, tanto de desatenção quanto de hiperatividade, aparecem por volta dos 3 a 7 anos de idade. Na vida adulta, o que fica geralmente é a dificuldade de se concentrar na metade dos casos - a hiperatividade diminui. Pesquisas apontam fatores genéticos e neurológicos como as principais causas prováveis do problema, embora fatores sociais possam contribuir no desenvolvimento de problemas associados.

Nesse caso, é necessário procurar um especialista. "O problema não tem cura, porque é o jeito como seu cérebro funciona", explica Cláudia Siqueira. Mas existe tratamento, geralmente feito com medicamentos e com a chamada terapia cognitivo comportamental (um segmento da psicologia que ajuda a criar estratégias para ajudar a pessoa na organização, planejamento e cumprimento de tarefas e objetivos, como as que a gente listou aqui).


 Neste link você pode fazer um teste e avaliar se você tem algum déficit de atenção.



Adriani Gonçalves

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