sexta-feira, 19 de outubro de 2012


Como negociar suas dívidas


Quinze conselhos para que você saia da inadimplência

Não são poucos os brasileiros que estão enroscados em
 dívidas. Há várias razões para isso: compras com cheques
 pré-datados seguida de desemprego ou de alguma emergência 
financeira, uso desmedido do cheque especial e do cartão de 
crédito, financiamento acima da capacidade de pagamento... Enfim. 
E muita gente não tem idéia de como sair dessa teia. O consultor 
Emanuel Gonçalves* elaborou uma lista de conselhos para que as 
pessoas saiam da situação de inadimplente. Veja 
qual desses conselhos é o mais útil a você. 
01 – O processo do endividamento em todas as situações
 tem seu início quando você passa a recorrer a empréstimo
para complementar seus compromissos. Enquanto a pessoa
 tem crédito fica criando dívidas para pagar dívidas. PARE 
enquanto há tempo porque você simplesmente está piorando
 cada vez mais sua situação...
02 - Se estiver pagando apenas o valor mínimo do cartão de
 crédito por meses e meses, você está praticamente jogando
 dinheiro fora. Seu débito nunca diminui e este dinheiro representa
 juros das administradoras. O correto é abrir mão do cartão, suspender 
o pagamento do valor mínimo e negociar o pagamento do valor total
 em prestações fixas para liquidar o débito.
03 – No início as administradoras dificultam bastante, falam que você 
tem de continuar a pagar pelo menos o valor mínimo, etc. Entretanto,
 a partir do segundo mês sem receber, eles mesmos apresentam 
proposta de parcelamento do valor total.
04 – Quando negociar qualquer dívida, nunca aceite a primeira proposta
 que lhe apresentarem, procure sempre barganhar mais. Se eles oferecem
 para dividir o débito em seis meses, por exemplo, peça para dividir em 
20 vezes. Claro que de imediato eles também não vão aceitar, mas pode
 ficar em 15 ou 12 meses.
05 – Dívidas com agiotas: não se intimide com eles. Eles gostam muito
 de agir desta forma, mas agiotagem é crime e se você registrar uma 
queixa policial, certamente o quadro se modificará bastante a seu favor. 
Os agiotas são metidos a valentes, mas são inteligentes. Eles sabem
 que estão praticando uma ilegalidade.
06 – Faça uma reavaliação em seu orçamento. Procure restabelecer 
com total prioridade as despesas da subsistência de sua família. Pague primeiro
 seu condomínio, escola, aluguel ou prestação do imóvel, telefone, energia, etc.
Seja a situação que você estiver, sem o mínimo de condição para sustentar sua
 família, você não vai poder resolver o problema de mais ninguém.
07 – Verifique quanto você ganha por mês e o total dos seus débitos. Separe
 o valor para manter sua subsistência e o que sobrar é para pagar dividas.
08 – Procure resolver primeiro os débitos que envolvam nomes de outras pessoas
. As compras que você fez com fiadores ou em nome de alguém merecem
 prioridade para limpar o nome da pessoa e recuperar a confiança que você 
recebeu.
09 – As contas de valores pequenos podem também ser eliminadas com 
prioridade.
10 – Modifique seus hábitos de CONSUMO e de sua família, caso contrário 
você vai voltar a cometer os mesmos erros. Em fase de crise, economizar é
 a palavra de ordem. Consumo de telefone, energia, despesas supérfluas têm
 de ser eliminadas. Para gastar todo mundo é solidário, entretanto na hora do 
endividamento apenas um ou o casal assume a responsabilidade. Lembre-se:
 "um pequeno vazamento pode afundar um grande navio".
11 – Você sempre pode recorrer aos Juizados de Defesa do Consumidor de
 sua Cidade para ajudá-lo a negociar os seus débitos. Muita gente pensa que por 
estar devendo não tem o direito de fazer uma queixa contra seu credor. Pode sim,
 seja Bancos, administradoras de cartões, financeiras, etc. Os motivos das queixas 
são os juros absurdos que sempre cobram, dificuldades quanto ao valor da
 prestação renegociada que você pode pagar, cópias de pedido ou contratos 
que quase nunca lhe são entregues. Pressão abusiva com telefonemas e recados
 inconvenientes a vizinhos, etc.
12 – Caso não tenha juizado de Defesa do Consumidor ou PROCON em sua
 cidade, a queixa pode ser registrada na localidade mais próxima ou na capital 
do seu Estado.
13 – Ao fazer a queixa, leve os dados corretos. Nome completo da empresa 
que você tem o débito, endereço completo, explique como foi originado o seu 
problema, qual o valor envolvido, quantos meses, quanto já pagou, enfim, procure
 apresentar o máximo de informações para facilitar no momento do registro da queixa.
14 – Procure ter um exemplar do Código de Defesa do Consumidor, que você pode 
adquirir em qualquer livraria. Leia os artigos que envolvam assuntos sobre DÍVIDAS
 para que você, na audiência de conciliação que vai ser gerada com a queixa, tenha
 firmeza em sua defesa. Autoridade é quem tem conhecimentos!
15 – Claro que o endividamento tem como maior responsável a difícil situação econômica
 do nosso país. Juros impagáveis e tudo mais, todavia, não podemos jogar a culpa apenas 
nisso. Você também cometeu seus erros, se deixou levar muitas vezes pelas facilidades
 de comprar a crédito, nunca fez orçamento para comparar seus gastos e agora precisa
 refletir para corrigir os erros cometidos.


Todos têm o direito e a obrigação de pagar seus débitos, mas também têm o direito de se restabelecer, a curto, médio ou longo prazo, com dignidade para voltar a ser um consumidor consciente. 

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